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segunda-feira, 19 de novembro de 2007

AND IF THOMAS FRISCHKNECHT AND FLORIAN VOGEL WENT TO PORTUGAL

If those guys went to Portugal I would like to spend the all day with them to share some experiences and learn some of the tricks they use on the trails.

An my wish becomes a reality. And STAND JASMA invite the guys from SwissPower Team for a riding day in Sintra with 40 km splited in 3 parts and with a workshop and lunch in the midle of each part.

With the meeting point in the Palácio da Pena car parking at 9 o'clock, I've arrived soon to join the first guests, among them names as Lino Barruncho (tri-athlet); Luis Leão (marathon national champion - Elite) and Ricardo Marinheiro (Cross Country national champion - cadet)


And a few minutes late the most wanted guests that have to take a bunch of first photos. In that case with one of the riders of TEAM M&M - Nuno Machado (a Portuguese Epic Rider)

Time for the last bike improvements, and the ride beggins. The first K's take us to a short single track a litlle bit tricky that ask for extra caution and some brake touch. This trail lead us to the place for the Work Shop,Barragem do Rio da Mula, where Friscki and Flo share experiences and talk about the Scott Spark and Scale. The weapons they use for race.

Also time to learn something about training, to see the light richey wheels, and to ear about the competition level in switzerland.


Than we ride again for some climbing to Peninha and time to talk with Friscki about the 2008 Cape Epic, where he is going for training and where I go to enjoy as part of Team M&M with André Malha - lucky me!!!

And then when we're preparing a fast downhill in direction of Cabo da Roca, the accident of the day. One of the guys starts to jump in the small rocks on the ground, and in one of theese uncontrolling jumps he've been "spitted" from his Scale and fall in the ground with some noise and violence. He gain some small marks in the face tha make him remember from his ride with the swiss power Team in Sintra. And after 10 minutes he stars to remember where we are and for what.


After lunch a quick visit to Cabo da Roca the Wester point of Europe. And then it's time to climb. It's true the return for the car parking will be tougher than the morning, a lot of climbs lead us to the cars and for the end of day. Time for a last conversation an last photos and that's all.

In the road back home I've got this strange feeling of riding with a legend a promisse from MTB.

At the end I should TX Stand Jasma for a riding day that I'll keep at my mind

Tx a lot and ride a lot

Nuno Machado#50

P.S. Sorry for the English but when I've to chosse beetween ride and improve my english, I always ride.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O caminho até ao Nuno Machado #50 - 5ª Parte

De Benfica para Carnaxide - 7 horas da manhã à porta da ciclonatur

Esta fase irei passar rápido uma vez que a melhor vem a seguir, mas esta também não é má.

Com o tempo e depois de a cabeça ter esquecido o que o corpo sofreu durante Portalegre, lá fui amadurecendo a ideia de fazer o Caminho de Santiago. A emoção dizia que tinha de o fazer, mas a razão dizia que devia era ficar em casa a curtir o sofá, quanto à Isabel lá ia dizendo que o que eu fizesse estaria bem, desde que ela não tivesse que pedalar.

Usei então uma técnica de "auto-convencimento" para ter a certeza de que ia mesmo fazer o Caminho Real Francês, o que fiz foi dizer a algumas pessoas importantes da minha vida que ia fazer essa loucura e assim, quando todos me começaram a perguntar quando é que ia e como estavam a correr os treinos, eu para não dar parte fraca lá tive que começar a preparar tudo para ir.

Portanto já sabem se um dia quiserem cometer uma loucura deste tipo o primeiro passo a dar é marcar a data e contar a um punhado de pessoas. E assim já não podemos desistir se não somos uns "mariquinhas".

Voltei então a fazer contactos com a Ciclonatur/António Malvar e quando o António estava a fazer a Travessia dos Pirinéus eu lá lhe liguei e contei que já tinha feito a transferência para pagar a minha inscrição. Aproveitei ainda para perguntar como é que devia treinar.

O António Malvar primeiro perguntou se eu ainda não tinha começado a treinar - eu claro que disse que sim, na altura menti um bocadinho - e depois disse-me que o melhor era fazer muitas horas seguidas em cima da Bicicleta, tipo 8 horas ou mais. E eu assim fiz.

Lá me fui dividindo entre o trabalho e os treinos. Sempre que saía do trabalho ainda ia dar umas voltas pelo Monsanto, tentava fazer sempre entre os 40 e os 60 Km e ao fim de semana aproveitava o Sábado para ir para Sintra onde chegava por volta das 9 horas e de onde voltava por volta das 19 ou 20 horas - a vida familiar estava a ficar um pouco de lado. No Domingo eu saía de casa também às 9horas dava duas voltas pelo Monsanto e depois, sempre de Bike, seguía para a Praia do Moinho (Junto à Torre em Oeiras) onde a Isabel já me esperava para almoçarmos e fazermos um pouco de praia até que lá regressávamos a casa, a Isabel de carro e eu de Bike.

De fora do comum só me lembro de um dia em que cheguei à praia, sem dinheiro, e como tinha começado a chover a Isabel ficou a dormir com o telemóvel desligado o que não era nada bom pois eu já só tinha uma barra e tinha de voltar para casa, mas queria comer e não tinha dinheiro. Mas esqueci-me de vos dizer que a sorte acompanha os candidatos a peregrinos. E esse era também o dia final da volta a Portugal (8 de Agosto e a volta foi ganha pelo David Bernabéu) com o contra relógio a começar em Oeiras.

E é com este aparato de partida de contra relógio que entro no parque de estacionamento do INATEL de Oeiras, todo o colorido da volta com os camiões das equipas, os mecânicos a prepararem as máquinas, os participantes a fazerem o aquecimento em rolos, e claro, para completar o colorido, lá estava, ao lado do camião da Carvalhelhos Boavista, o carro do meu pai - que diga-se em boa verdade não tem nada a ver com a Volta a Portugal. Liguei-lhe e fiquei a saber que os meus pais tinham vindo à praia mas como tinha começado a chover estavam a almoçar no INATEL. Assim tive de lhes fazer companhia a almoçar e ainda vimos uns quantos ciclistas a arrancarem para os Kms da Volta de 2004 antes de voltarmos para casa, cada um no seu meio de transporte.

A verdade é que este estava a ser um Verão de muita emoção desportiva, pois além dos meus treinos em BTT, tínhamos já conquistado o 2º Lugar no Europeu de Futebol onde só perdemos (2 vezes) com a poderosa selecção Grega. Só faltava a cereja no topo do bolo e isso veio no dia 14 Agosto com a Medalha de prata do Sérgio Paulinho nos Jogos Olímpicos de Atenas. Nesse ano ainda tivemos o privilégio de ver em directo e na integra, duas provas de XC também dos Jogos Olímpicos.

Nessa semana foi também a primeira aproximação que tive ao caminho de Santiago e aos companheiros de viagem, num jantar organizado pelo António Malvar para fazer o primeiro Briefing, onde nos alertou para a primeira subida. Que era só de aproximadamente 30 kms e em plenos Pirinéus.

Como tal o meu ultimo treino foi em Sintra e fui lá só com o intuito de subir. Saí de casa depois de ter visto o Absalon a sagrar-se Campeão Olímpico de Cross Country - Masculino, e lá comecei a subir da Barragem do Rio da Mula até ao cimo do Monge, para depois descer e voltar a subir, e descer e voltar a subir. E só após ter contabilizado 30 Kms a subir é que meti a Bicicleta no carro e voltei para casa. Acho que nunca fiz nada tão estúpido mas o meu Ego estava muito melhor pois tinha a certeza que ia conseguir subir os 30 Kms dos Pirinéus.

E foi com esta certeza que no dia 2 de Setembro estava à porta da Ciclonatur às 7 horas da manhã para partir para Roncesvalles.

ALIÁS ESTÁVAMOS!!! EU E A MINHA GENIUS!!!!


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O caminho até ao Nuno Machado #50 - 4ª Parte

O Telmo e o inicio do vírus

Após a "brincadeira" da maratona de Portalegre, lá tive eu de ficar uns quantos dias em convalescença e sem sentir as pernas, o que não foi nada bom pois ainda tinha que voltar para Lisboa no Domingo.

A verdade é que durante vários dias me senti completamente esgotado, como se tivesse levado a maior tareia da minha vida - acho eu, porque felizmente nunca levei a maior tareia da minha vida, o meu pai e o irmão mais velho nunca foram de bater.

Mas pelo que me lembro só passado uma semana é que voltei a pegar na Genius, mas uma coisa tenho a certeza foi repetindo várias vezes que nunca mais me metia noutra. Mas a verdade é que com o tempo lá voltei a umas voltas mais longas, a rondar os 50 e os 60 km entre Sintra e o Monsanto que continuavam a ser os meu santuários.

Por esta altura, já era normal o Telmo "Teribo" - amigo desde os tempos de Colégio de Gaia e hoje meu padrinho de casamento - fazer umas incursões por Lisboa, vindo do Porto, para nos acompanhar nas nossas tiradas "BTTisticas".

Numa das primeiras vezes aproveitamos o facto de o José Carlos não poder ir para levarmos a sua GT até Sintra. Passamos a correr pela casa do José que perguntou ao Telmo se queria levar o capacete. O Telmo logo disse que não, que não esperava cair e por isso não precisava do capacete. Claro que com a minha teimosia o consegui convencer a levar o capacete e a colocá-lo para fazer volta. Acho que tive mesmo de dizer que se ele não pusesse o capacete eu não lhe tirava a Bike de dentro do carro.

Lá fomos fazer a nossa voltinha típica pela zona da barragem do Rio da Mula e depois de umas quantas horas no meio do mato somos brindados com uma valente chuvada que nos obrigou a voltar ao carro. Durante a descida entre os Capuchos e a Barragem, no meio das curvas e contra curvas, o Telmo vinha à minha frente - quem me conhece sabe que é fácil descer à minha frente - e de repente só me lembro de ver o Telmo a sair em frente e bater com o capacete no barroco e ficar entre a rocha e a bicicleta. O capacete ficou bem amolgado e depois de vermos que tudo estava bem, lá nos partimos a rir.


O Telmo já se apercebia que estava a ficar com o vírus, mas não queria assumir e uma outra vez para que ele não esquecesse-se o que tinha vindo fazer lá lhe demos um dia de Sintra clássico onde descemos tudo o que havia para descer, só para o fazer subir. E que gozo nos estava a dar. Ainda hoje não percebo porque é que ele continua a falar comigo e com o José Carlos. Para variar um pouco fizemos um clássico e lá o pusemos a subir de Colares para Monserrate e ele para se vingar obrigou-nos a vir 6 Kms a ouvi-lo a praguejar e a pedir um bom bife.


PEQUENA NOTA: esta estrada é curiosa pois sendo conhecida por "Estrada velha de Colares" e sendo desde sempre a Estrada Nova da Rainha e sendo uma estrada criada pelo Marquês de Pombal e com mais de 230 anos foi de estranhar que um dia se passasse a chamar "Estrada Barbosa du Bocage" ou como aparece em prospectos da Câmara Municipal de Sintra "Estrada de Monserrate" - mais um Mistério de Sintra




No Final lá lhe demos um fabuloso prémio de se deliciar com uns valentes travesseiros da Piriquita que fomos comer para a frente do Palácio de Sintra. Nada melhor para retemperar.
















Só faltava fazer a subida da Pena e voltar para os Capuchos, claro está que o Telmo, com a barriga bem cheia teve alguma dificuldade em subir o que faltava, e assim lá veio ele outra vez a praguejar até ao carro.

A verdade é que mesmo depois deste dia o Telmo voltou para andar connosco. Aliás acho que se não fosse a história do capacete ele hoje não era meu padrinho.

Amanhã logo conto o percurso até Roncesvalles...

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O caminho até ao Nuno Machado #50 - 2ª Parte


Ou, da primeira volta à primeira queda...

Como devem calcular hoje não me faltam voltas e Kms de bicicleta mas como é claro existem algumas que não esqueço, como por exemplo as primeiras.

E assim hoje aproveito para vos contar os primeiros tempos com a minha Decathlon. No dia a seguir a ter feito essa prodigiosa aquisição, acordei bem cedo e preparei-me para sair de Telheiras e ir de bicicleta até ao Restelo, para aí ainda fazer uma hora no ginásio e depois voltar a casa. - Na minha cabeça funcionava e fazia sentido.

Arranquei e assim que cheguei ao Monsanto (quase 1 hora depois) adorei o facto de estar a andar no meio de trilhos e no meio da vegetação - era a primeira vez que fazia BTT. Já não fui ao Ginásio, mesmo que quisesse não iria conseguir lá chegar e voltar para casa no mesmo meio de transporte. Aproveitei o facto de já estar no Monsanto para dar mais umas voltas e apreciar o verde que existe em plena cidade de Lisboa. Na altura lembro-me que quase não havia carros no Monsanto pois uma ideia do Santana Lopes não permitia que os carros circulassem no interior desse espaço. Comecei a embater em algumas silvas e ervas altas que me provocaram os primeiros cortes nas pernas, tão típicos deste desporto. Tempo ainda para ir até ao Chimarrão dar uma volta pelo Keil do Amaral e as pernas começavam a pedir descanso e eu ainda teinha de voltar a Telheiras. (só de pensar já me doía)
A verdade é que cheguei a Telheiras e a primeira volta em BTT estava feita.

Comecei então a percorrer outras lojas de Bikes a ver que existiam máquinas bem mais evoluídas do que a minha e comecei a trocar as primeiras peças/componentes, recordo que a primeira grande mudança que fiz foi trocar o Gripshift por Rapid fire. Nesta fase começo a fazer companhia e a ser acompanhado pelo José Carlos, parte integrante da minha equipa de vendas, e parte muito importante em toda a minha evolução no BTT. Com o José Carlos fiquei a conhecer as subidas impossíveis do Monsanto (para as minhas pernas e 15 kg de bicicleta existiam subidas impossiveis), para o José Carlos e a sua GT iDrive 0.0 eram só subidas.

Estávamos a entrar no Inverno e José Carlos explicava-me a vantagem de ter travões de disco em vez dos meus V-Brake, e a verdade é que foram apenas precisas as primeiras chuvas para perceber os calafrios que tinha cada vez que tinha de parar e os meus travões teimavam em ser "abrandadores". Mas não havia nada a fazer chegar a uma bicicleta de travões de disco implicava investir perto de 2.500,00€ e eu ainda estava a descobrir o BTT e não me parecia sensato investir tanto dinheiro. - Não sabia o que estava para vir.

Decidi fazer mais um pequeno Up-Grade na minha máquina e colocar uns pedais de encaixe, comprados no Stand Jasma em Benfica (www.jasma.pt). Foi o meu primeiro contacto com esta loja e também não imaginava a relação de ajuda mutua que iríamos ter.

Cheguei a casa montei os pedais e encostado à parede da garagem comecei a experimentar, encaixar e desencaixar os pés, parecia simples e não me pareciam existir razões para ter medo de os utilizar no terreno. Liguei ao José Carlos e lancei um desafio:

- Rapaz, vamos a Sintra?
A resposta foi positiva mas ao mesmo tempo apreensiva.

Já à algum tempo que falávamos em ir a Sintra, mas a verdade é que nos parecia que subia muito e que não estávamos preparados para ir "empenar" para essas bandas. Mas lá fomos. Colocámos as Bikes no carro e com o entusiasmo e nervosismo de quem vai na maior bike trip do mundo, saímos de Carnaxide em Direcção a Sintra. Paramos o carro no Rio da Mula e comecei logo a testar o encaixar e desencaixar os pés dos pedais - mesmo no terreno parecia fácil. A primeira subida tivemos que a dividir em duas partes, o primeiro km e o segundo km, nunca tinha subido tanto de uma só vez, mas mesmo assim não desistimos e lá seguimos até ao posto de vigia da Pedra Amarela - que vista, já tinha valido a pena. Na descida e quando já estávamos perdidos encontramos mais dois "BTtistas" que nos indicaram o caminho a seguir de novo para o carro, mas ainda nos propuseram fazer a mítica subida do monge, que diziam ser uma das mais difíceis de Sintra.


Subimos até ao cruzamento dos Capuchos e após mais um pouco de conversa com os nossos "guias" lá decidimos começar a subida. Os "guias" não nos acompanharam, facto que eu estranhei e me fez pensar que a subida era mesmo dura. Mas lá fomos e foi então que se dá a imagem do dia. Com o José Carlos bem na minha frente em plena subida, tive que colocar uma mudança mais leve, que teimou em não entrar e me obrigou a dar um pedalada em falso.
Estavam criadas as condições ideais, uma mudança que não entra, um pé que não sai do pedal e aí estava o meu corpo colado ao chão com uma bicicleta por cima. Já estava, ninguém me pode tirar que a minha primeira queda em BTT foi, em Sintra e a subir o Monge.

O José Carlos desceu e ajudou-me a tirar a bicicleta de cima de mim, e descobri que ainda é mais difícil tirar o pé do pedal quando se está deitado. Mas mesmo assim não desistimos e lá fomos até ao cimo do Monge.

Descemos e voltamos para o carro, o principio do caminho de volta foi em silencio parecia-mos dois putos que acabaram de fazer a maior asneira do mundo, o sorriso que tínhamos assim fazia lembrar.

De uma coisa tínhamos a certeza, vínhamos de Sintra e havíamos de voltar...