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sexta-feira, 7 de março de 2008

TEAM M&M - NOVIDADES - BIKES

Estimados Quando já só faltam 20 dias para o arranque de mais uma edição do CAPE EPIC, deixamos que espreitem as máquinas do TEAM M&M - Grupo Desportivo Operário

SCOTT SPARK 10 2008

Quadro: Scott Spark 10 Carbon 2008
Suspensão: Fox 32 Rl
Rodas: Cubos - DTSwiss 240S - Aros - ZTR Olimpic
Pneus: Schwalbe Racing Ralph UST
Pedaleiro: Shimano XTR
Movimento Pedaleiro: Shimano XTR
Pedais: Crank Bros 2Ti
Manipulos Mudança: Shimano XTR
Desviador dianteiro: Shimano XTR
Desviador Traseiro: Shimano XTR Shadow
Corrente: Shimano XTR
Cassete: Shimano XTR
Guiador: Scott Pilot SL Combo
Punhos: Scott RC
Avanço: Combo
Espigão de selim: Ritchey WCS carbon
Selim: Specialized Phenom SL
Travões: Avid Juicy Ultimate
Extensores Guiador: Scott RC
Grade Bidon: Em escolha
Sensor Velocidade Polar + Suporte



SPECIALIZED EPIC SW CARBON 2008

Quadro: Specialized Epic SW Carbon 2008
Suspensão: RockShox Reba World Cup
Rodas: ROVAL Controlê XC Race Disc Tubeless
Pneus: Schwalbe Racing Ralph UST
Pedaleiro: Shimano XTR
Movimento Pedaleiro: HOPE Ceramico
Pedais: Shimano XTR
Manipulos Mudança: Shimano XTR
Desviador dianteiro: Shimano XTR
Desviador Traseiro: Shimano XTR
Corrente: Shimano XTR
Cassete: Shimano XT
Guiador: FSA K-Force Carbon
Punhos: Ritchey WCS
Avanço: Extralite UL3
Espigão de selim: Extralite The Post UL
Selim: Specialized Phenom SL
Travões: Avid Juicy Ultimate
Extensores Guiador: Scott RC
Grade Bidon: On-Off Carbon
Sensor Velocidade Polar + Suporte


E estas são as máquinas que nos vão fazer companhia durante os 966 km da prova, muito obrigado à SCOTT/JASMA/OUTSIDE e muito obrigado à SPECIALIZED/TÃO NATURAL/MOTOVEDRAS


UM ABRAÇO E PEDALEM MUITO

Nuno MAchado#50 - TEAM M&M - Grupo Desportivo Operário


Força; Resistência; Energia


quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

FALAR DO TRANSPORTUGAL 2007 - Dia 4

Dia 4 - Ladoeiro - Castelo e Vide

Falar da Etapa 4 do TransPortugal é falar de Rio Tejo e de entrada no Alentejo. É verdade ao fim de 4 dias já atravessamos metade do país e deixamos para trás o Alto Douro, a Beira Alta e a Beira Baixa. É ainda dia de se falar de uma grande coincidência, 3 quedas no mesmo local por BTTistas diferentes, a Filomena, o Adriano e, se não estou em erro, o Cláudio. Todos eles caíram dentro de um Eucaliptal mas sem problemas de maior.

A etapa do dia é composta por várias fases, a 1ª fase é muito rápida e leva-nos junto ao rio durante os primeiros 25 Kms, onde se aproveita para rolar o mais rápido possível para se ganhar tempo para o que ainda vem. E assim sempre com a água à vista vamos esticando as pernas até perto de Lentiscais. Aqui começa uma 2ª fase de sobe e desce ao bom estilo rompe pernas que nos permite atravessa o Ponsul e seguir em direcção a Monte Fidalgo e logo em seguida até Perais para mais uma zona de sobe e desce e depois uma zona de pedra rolada onde a Scott Spark 10 vai sempre agarrada ao chão e a evitar os maus tratos do meu corpo. Esta parte leva-nos até Vila Velha de Rodão, onde se atravessa o Rio Tejo e onde aproveito para comer e descansar um pouco para preparar a 3ª fase.

A 3ª fase começa em Vila Velha de Rodão e leva-nos sempre junto ao Rio Tejo, numa espécie de varanda onde vamos rolando, subindo e descendo até Salavessa. Aqui sigo com um grupo de quatro e lá vamos seguindo entre curvas e contra curvas sempre com o rio aos nossos pés até entrarmos na 4ª fase do dia que nos leva de Salavessa até à base de Castelo de Vide, primeiro por um pouco de alcatrão, depois pelo meio de uns Eucaliptais, em seguida encontro o Adriano um pouco combalido de uma queda mas quando o convido para seguir comigo, mas a verdade é que fui eu que não consegui ir com ele. Lá seguiu com o seu ritmo até Póvoa e Meadas onde paro para uma Coca Cola e onde encontro o Miguel e o Jorge Cunha, que estavam a fazer esta etapa por pura diversão. Arranco e rapidamente chego à ultima fase. A 5ª fase leva-nos para a linha de meta já dentro de Castelo de Vide a verdade é que esta fase é a cereja no topo do bolo. Só falta fazer a calçada medieval (agora com uns troços em alcatrão) , assim se vai subindo a encosta entre ganchos que vão inclinando cada vez mais, depois um curto troço com uns degraus, é tempo de atravessar a estrada e fazer os últimos 100 mts já dentro do castelo e chegar até à meta após cerca de 6h 45m perto da Scott Spark 10.

Tempo para ir até à tenda do reforço, tempo para banho, tempo para lavar a roupa, tempo para a massagem, perceber se tudo estava bem com o Adriano, rir um pouco com as aventuras do João Marinho (ou bebé Marinho). E tempo de jantar com uma mesa recheada de gente onde destaco a Carol Silvera (uma americana com avós Açorianos )e a Irmã. Tempo para pensar no descanso para a etapa que estava para vir e que em condições normais seria muito dura.

E quando eu já pensava em dormir eis que chega o André e a Bebé Cunha que vinha dar-lhe uma massagem. Pelos gritos que o André deu acho que foi mais uma valente tareia. Mas ao menos o André aprendeu o método de respiração de Lamaze.

Depois na manhã seguinte nem vos conto o que aconteceu.

Ou melhor conto na próxima etapa

Um abraço e pedalem muito
Nuno Machado#50

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O caminho até ao Nuno Machado #50 - 3ª Parte


Entrada em 2004, as trocas de bike e a primeira Maratona

Voltamos mais umas quantas vezes a Sintra e o nosso fim de semana passou a ser preenchido por idas a Sintra ao Sábado e a volta do Domingo era quase sempre feita no Monsanto o que nos permitia ter um balanço familiar positivo.

Cada vez queríamos fazer mais kms e recordo do dia em que após várias voltas nos trilhos do Monsanto cheguei a casa já com 20 km marcados no meu conta Kms da CatEye. Era uma loucura 20 km todos seguídos e sem desmontar, que espectáculo. O José Carlos continuava a ser o companheiro destas loucas aventuras em que eu já aí para além do que podia.

Passado um tempo juntamos mais uns amigos, que já andavam, às nossas voltas eram eles o Ricardo "Tarta" e o irmão Pedro, e aí veio o momento em que acho que dei o salto.

Num dos nossos Sábados em Sintra depois de sairmos da Barragem do Rio da Mula, termos
andando pelos Capuchos, subido o Monge, passado pela Peninha, o José Carlos decide voltar para casa de Bicicleta e eu e o Ricardo decidimos ir almoçar a Sintra. Arrancamos dos capuchos para Almoçageme e daí para Colares, e agora é que iam ser elas estávamos no fundo da Serra e queríamos ir para Sintra, e fomos!!! Com a nossa calma lá seguimos pela estrada que nos levou até Monserrate e depois até Sintra. Hora de umas belas Tostas Mistas e de uns valentes travesseiros. Depois de almoço vinha ter connosco o Rui, o possuidor de uma Specialized Epic M5 em cinza anodizado (recordo que estávamos no final de 2003 e esta era a bike do momento).
Nesse dia o Rui que morava em Sintra apresentou-me a um sem numero de trilhos que, sei que foram tantos que quando decidi ir para o carro devia ter perto de 50 km na Bike, já não sentia as pernas, mas tinha batido o meu record pessoal.

Depois desse dia decidi que o que queria eram as largas distancias e como tal precisava de uma nova máquina, comecei a busca e quando falava com a Isabel sobre o tema o discurso sobre os preços era totalmente diferente. Já falávamos de valores entre os 2.500,00€ e os 3.000,00€ e a Isabel aconselhava-me a comprar a que mais confortável fosse. (E a verdade é que a do Carrefour já nem vinha à conversa).

Saía nessa altura um teste em que se incluía uma Scott Genius MC 50, li e o teste e no dia
seguinte passava pelo Stand Jasma para ver a máquina. Quem lá estava era o Jaime o Almeida que após uma conversa sobre a bike me propõe levar a Bike para experimentar. Não me fiz rogado e acabei por levar uma MC40 que já vinha com travões de Disco Hidráulicos e pesava quase menos 2,5 kg que a Decathlon. Liguei para o José Carlos e contei-lhe a novidade. No Domingo lá estavamos no Monsanto a tirar as medidas aquela máquina que me parecia de outro mundo. Suspensões a ar com câmaras negativas e positivas, uma série de rolamentos para a suspensão funcionar, 130mm de curso na frente. Para mim era um maquinão.

Após ter pensado durante uns dias fiz a encomenda no dia 30 de Dezembro. Ia ter uma Scott.

A bike chegou no inicio de Fevereiro e as voltas entre Monsanto e a Serra de Sintra sucediam-se. Recordo ainda ter feito um dos trilhos mais giros que conheço, não é técnico, não é rápido mas tem uma envolvente diferente de todos os trilhos que conheço. E por várias razões não vou revelar qual é.

No entanto no meio destas voltas reparava que os 130mm da Manitou Black eram um exagero para subir e comecei a pensar qual a suspensão que deveria ter. No meio de todas as que analizei na altura a FOX TALAS RLT parecia-me a melhor. Os seus 125mm de curso reguláveis permitiam subir rápido, descer controlado e todo numa suspensão Fox. - Assim pensava eu na altura. Lá tomei a decisão de fazer a troca e voltei ao Stand Jasma para falar com o Jaime sobre a suspensão e outras coisas e quando dei por mim tinha uma nova Bike.




Uma Scott Genius Genius MC 10 - Full XTR; Rodas Mavic Cross Max SL, Fox Talas RLT que mais podia eu pedir numa Bike. O valor? o Preço de tabela era de de aprox.5.000,00 € (250 vezes mais cara que a do Carrefour) mas para mim valia muito mais do que isso. E valia ainda uma relação com o Stand Jasma que a ainda hoje se mantêm.



Uma nova ideia me surgia na cabeça, se calhar estava mais perto de realizar um sonho de criança. Fazer os caminhos e Santiago - O caminho Real Francês. Procurei na Net e cheguei até à Ciclonatur, troquei os primeiros mails informativos com o António Malvar. Mas na altura tudo eram apenas motivações e intenções.

Na altura perto do mês de Março começava a falar-se na Maratona de Portalegre, e mais uma vez o meu parceiro de loucuras, o José Carlos, lançou-me o desafio. E pronto lá estávamos nós inscritos para mais uma loucura. Temos o numero 882 (Nuno Machado) e 883 (José Carlos Nascimento). Lá começamos a treinar mas nem imaginávamos onde nos estávamos a meter.

Ficamos hospedados num belo monte Alentejano com as "Marias" e as Bicicletas, o espaço era partilhado com outro participantes e após o pequeno em conversa com um dos participantes ouvi algo que viria a confirmar durante o dia. - "O pior destas coisas é que quando estamos habituados a treinar uma certa distancia, quando lá chegamos conseguimos fazer para aí mais 20 km e todos os que sejam mais que isso são um sufoco."

Isto fez-me lembrar que a minha média de treino eram 40km, com mais 20 km chegaria aos 60 km e os outros 40 km seriam em sofrimento. Não era um bom pensamento para antes da partida.

E lá estávamos às 9 hora em ponto do dia 8 de Maio de 2004 cerca de 1500 doidos arrancavam para os 107 km do Portalegre 100 (nessa altura ainda só eramos 1500 a fazer o Portalegre).

Logo no inicio houve quem tivesse caído e nem chegasse à partida real, o inicio da prova era muito rápido e todo o que se possa imaginar de mau estava guardado para o fim. No início rolamos por entre cearas e alguns pinhais para após os 40 Km (no Alegrete) as coisas começarem a piorar, as primeiras subidas - dignas desse nome - apareceram no meio de um Eucaliptal, que seguia, já em plena reserva de S. Mamede, por mais trilhos e a subir e descampados. Por esta altura já me tinha cruzado com o Nuno (mais um amigo que ganhei com o BTT) que neste momento já se queixava de caimbras. A minha primeira caimbra veio por volta dos 60 kms ( é verdade ainda faltavam 47 Km). Por sorte logo a seguir tinhamos uma boa descida que nos levava até à ZA3 para onde eu tinha enviado um saco com fruta e mais Isostar.
(Na altura a organização juntava no incioc os sacos/marmitas de todos os competidores e levava-os para esta zona de almoço). Depois desta paragem retemperadora começou o martirio, foi a subida até ao Alto de S. Mamede (Quase 7 Km a subir) e depois até ao final um sobe e desce constante que só terminaria dentro de Portalegre no Jardim do Tarro. Recordo ainda que me cruzei com o Nuno mais uma série de vezes para no final saber que tinha chegado ao fim depois de ter sido acordado por um escuteiro, quando fazia uma boa sesta retemperadora. Eu quando estava quase no final (dentro da zona industrial antiga) a faltarem 2 km para a meta tive que parar e fiquei com a sensação estranha de que não ia conseguir dar nem mais uma pedalada. Mas a verdade é que o animo que os de fora te podem dar é um excelente tónico e após ter comido e ser incitado por uns quantos companheiros de ocasião montei e decidi rolar até ao fim. Quando cortei a meta não sentia nada do meu corpo, soube que o José Carlos tinha decidido abandonar após a subida de S. Mamede, mas prometera voltar em 2005. Eu, terminei a minha primeira maratona de 107 km no dia 8 de maio de 2004 com o tempo de 9h 39m, ficando no 660º lugar e tendo ultrapasado todos os meu limites. Deitei-me no jardim e devo ter estado pero de 10 minutos sem conseguir proferir uma palavra, quando falei só me lembro de dizer:

- Santiago está fora de questão, e maratonas nunca mais.
O que mais me custou desse dia é que nesse momento me tornei um homem sem palavra...

Mas estava mais perto de ser o Nuno Machado #50