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quarta-feira, 22 de junho de 2011

EOX 240 - A Surf Trip mais estranha do Mundo



Estimados

Chegou a hora de vos falar da Surf Trip mais estranha do Mundo.

E se não vejamos. Esta Surf Trip saiu do Porto com dois surfistas de ondas grandes, Ricardo Pereira (Nitro) e o Sílvio Silva (para os amigos Sílvio Silva), seguiu em direcção a Torres Vedras onde entraram mais 3 loucos por ondas épicas Nuno Machado e Bruno Espinha do TEAM MOVEFREE e o Renato Ventura - Um herói que gosta de ondas épicas mas mais curtas e a descer ou aos saltos. Ou melhor, gostava! Porque já prometeu que na próxima Surf Trip não vem de roupa larga, mas que vai vestir licra e capacete aberto.

Em Lisboa ainda entraram na "Ivone" (a nossa montada para estas surfadas) os dois Masters da Surf Trip. O Tiago Nuno Silva e o Rodrigo Machado. O facto de o Tiago ser Nuno e o Rodrigo ser Machado não tem nada a ver com o resultado que conseguiram. Ou se calhar tem tudo a ver. Estes dois são mesmo os gurus dos dias épicos, altamente Zen e sem stress. Típico que quem vive intensamente estas Surf Trips.

E só depois é que seguimos para o local mítico das Surf Trips. Um Secret Spot. Mas eu vou revelar. Fomos na "Ivone" até Serpa onde nos esperava mais um clássico "Sua Alteza Real o Rui Paiva Lima".

Chegados a Serpa foi só tempo para um faustoso jantar no "Alentejano" e correr para a Residencial "Serpínia" para dormir bem e depressa. Porque no Alentejo o Swell entra muito cedo como devem calcular não se pode fazer Surf em Serpa. Como tal ainda não eram 5h30m da manhã e já estávamos em Vila Verde de Ficalho. Sentados nas nossas pranchas aguardamos pacientemente pela chegada do melhor set da manhã. E eis que às 6h em ponto o Luís Silva da "Trilhos Vivos" nos informa que as melhores ondas do dia estão na praia da Zambujeira do Mar. Só tinhamos de seguir o trilho que ele nos deu e completar os 251 Kms entre Vila Verde de Ficalho e a Zambujeira.

Deu-nos ainda indicações importantes como o estado do vento e excelentes locais para reforçarmos a nossa condição de "Surfistas". Que nesse dia se iam chamar ZA - Zona de Abastecimento, onde pessoal muito boa onda ia estar à nossa espera para nos atender. Típico de Surf Brother. Decidimos todos que em vez de irmos de prancha devíamos era ir de Bicicleta de Todo o Terreno (vulgo BTT) até à Zambujeira. E assim foi às 6horas e aproveitando o set que entrava naquele momento os cerca de 70 amigos que estavam em Vila Verde de Ficalho partiram em busca de ondas melhores na Zambujeira do Mar.



Tudo à espera da primeira onda

Arrancamos com muita vontade de chegar cedo, queríamos surfar ainda de dia, e o ritmo que colocamos foi forte. O Tiago e o Rodrigo desapareceram logo e só teríamos noticias deles através do nosso esquema de informação montado nas ZA. O Renato teria a tarefa de colocar em todos os ZA o que nos iríamos necessitar ao longo do dia. E posso dizer-vos que fez um trabalho excelente. Tanto que já é conhecido como o "Master ZA", uma espécie de Kelly Slater das ZA's. Não falhou nenhuma em algumas delas conseguiu fazer tubos magistrais, além de beber umas imperiais.

No terreno e entre ZA's seguíamos todos juntos; Nuno; Bruno; Ricardo; Rui e Sílvio (de referir que o Sílvio tem uns óculos espectaculares para este tipo de swell. Que é um swell com muito pó.)


Nuno Machado e Bruno Espinha a tentar perceber o estado do vento

Antes da primeira ZA, a dos 63 Kms eu e o Bruno Espinha aproveitamos o facto de o vento estar contra ( vulgo "against wind") e aumentamos um pouco o passo. E nesta zona passavamos a pouco mais de 10 minutos do Tiago e do Rodrigo que seguiam no grupo da frente em direcção ao mar.

Lá fomos derivando entre cearas e campos com milhões de girassóis até chegarmos a SERPA.


Como se pode ver o campo estava mesmo "flat"

Voltamos ao terreno atravessamos mais umas quantas zonas de muita água e swell brutal, mas nunca nos distraíamos, o destino era a Zambujeira.

O Vento continuava "Against" e rapaidamente cruzamos o Guadiana. Desta vez pela ponte. E já quando seguíamos em direcção a Salvadas, ao KM 90 sou picado por uma abelha, bem por baixo da língua. (Acho que tão cedo não haverá fotos minhas de língua de fora). Com a paragem para me recompor e beber a primeira cola do dia. O Ricardo, o Silvio e o Rui voltam a "passar" a rebentação ficam de novo junto de nós no "outside" Alentejano.

E bastaram apenas mais 10 kms para perceber que sou alérgico ao veneno de abelha. Comecei por sentir duas picadas nas pernas, que pensei serem cãimbras, de seguida a língua e o lado esquerdo da cara ficaram dormentes, a pressão no olho esquerdo ficou insuportável e começaram os tremores nas pernas e nos braços e levar a LongBoard (StumpJumper HT 29'er) começou a ser penoso até ser impossível.

Abandonei os companheiros de SurfTrip e o Bruno Espinha fez questão de ficar comigo e avançarmos mais devagar para ver se a coisa se compunha. Obrigado Azul!!! Não deixaste o Bro' a morrer no meio da rebentação.
E que me lembre mesmo com a companhia do Espinha foram os 14 kms mais penosos que já fiz de bicicleta. Tive mesmo de desistir. Foi a primeira vez que desisti por problemas físicos. Confesso que deixa um amargo de boca. Mas não podia mesmo!

Sílvio Silva e Ricardo Pereira combinam como vão passar a rebentação


Liguei para o Luís Silva que se meteu com a "Ramona of the Beach" pelo trilho dentro e tal como um verdadeiro nadador salvador me veio socorrer para me levar para a ZA2 de onde passei a ser companhia do Renato no resto da Surf Trip. Obrigado Luís e obrigado Renato.

E obrigado a todos os que se preocuparam em parar para saber como é que eu estava. E de todos os que passaram não houve ninguém que não tivesse parado. Este é o verdadeiro espírito das Surf Trip.

Nos trilhos a luta por um bom "spot" para o melhor "drop" no "pico" da onda continuava e o Tiago e o Rodrigo continuavam na frente e ao km 130 decidiram atacar para seguirem sozinhos até ao final.

O Espinha colou de novo ao três estarolas e seguiu com eles até à ZA3, não sem antes pararem para mais umas minis a pedido do Rui Lima e para que este pudesse dormir um pouco à sombra de um café com a cabeça pousada na mesa.


Ricardo Pereira e Rui Lima antes de atacarem mais uma "sagres mini"

Quando chegamos à ZA3, ficamos na conversa com o Paulo da Tangerina que prestava apoio a todas as bikes sem excepção para que pudessem passar os sets que avizinhavam, e que eram de facto os maiores do dia. O Sérgio Pinho ao chegar a esta ZA informo-nos que o Rui tinha dado uma de local e decidiu dormir a sesta.


Nuno Machado e Renato Ventura discutem o melhor spot perto das batatas fritas da ZA3

Enquanto aqui estávamos ficámos a saber que ao km 208 o Tiago e o Rodrigo já ganhavam 22 minutos à dupla que seguia em segundo lugar.

Nesta ZA e depois da chegada do Bruno, Ricardo, Rui e Sílvio, o Rui decidia que era um bom momento para parar e encontrar melhor swell no banco de trás da "Ivone". Lá arrancamos de novo pelas estradas alentejanas na companhia do Nuno Jales que se juntava na carrinha dos que já não conseguiam remar mais para passar a rebentação.

Nova paragem em Santa Clara a Velha para a ultima ZA desta vez ao Km 211, o Espinha, o Sílvio e o Ricardo passavam bem e com a sensação que o melhor set estava cada vez mais perto. Já só faltava passar por cima de mais umas quantas ondas e depois remar até ao final na Zambujeira para o merecido tubo.

Na ZA de Santa Clara a animação e boa disposição do Staff continuava, e os atletas iam seguindo cada um da melhor forma que podia. Até ao final de mais esta prova de superação.

Nós arrancamos também para o nosso ultimo troço antes de ver o mar, com o Renato a tomar conta do leme seguimos para o momento do dia. A chegada à Zambujeira do Mar.

O Tiago e o Rodrigo já tinham chegado e tinham vencido esta duríssima prova, demoraram cerca de 11 horas para completar os 251 kms de prova.

Rodrigo Machado e Tiago Silva erguem o troféu do EOX240 que é igual a ser o Wave Master


E pouco passava das 20h20 minutos quando chegavam os outros parceiros de Surf Trip. Ao fim de 14h e 20 m o Bruno, o Ricardo e o Sílvio cortavam a linha de chegada e percebiam que o Swell da Zambujeira já estava baixo e que não havia condições para


Bruno Espinha e Sílvio Silva explicam como tinham aproveitado o set para chegar mais cedo.

Empacotamos as bicicletas e dentro da "Ivone" voltamos para Lisboa para deixar o Tiago e o Rodrigo e fazermos uma jantarada no McDonalds da 2ª Circular. Depois seguir para Torres onde fechamos a "Ivone" às 4 da manhã. Era hora de descansar e de sonhar com o swell perfeito do Dia seguinte.

Para muitos esta é de facto a Surf Trip mais estranha do Mundo, mas para mim foi uma:
BIKE TRIP DO TAMANHO DO MUNDO.

Obrigado a todos os que estiveram no EOX240 a organizar ou a participar porque sem eles este relato era impossível.

Um abraço e pedalem muito.

quarta-feira, 30 de março de 2011

ABSA CAPE EPIC - 3ª Etapa



Foto: Greg Beadle/Cape Epic/SportzPics

Estimados

Hoje nem sei como começar.

Começo pelo mote que hoje me deram sobre o Absa Cape Epic:
- Concluir o Absa Cape Epic é 99% mental e 1% psicológico.

Isto porque a etapa de hoje tinha um gráfico bem fácil e embora tivesse 125 kms só era com 1.900 mts de acumulado de subida.

Mas claro que no terreno a realidade faz mudar qualquer gráfico de altimetria.

As palavras de Christoph Sauser (atleta do TEAM SONGO -Líder da Prova) reproduzem o que foi a etapa de hoje - "Foi de certeza a etapa mais dura que já fiz no ABSA CAPE EPIC."

Karl Platt (atleta do TEAM BULLS e 4 vezes vencedor do ABSA CAPE EPIC) escreveu no seu facebook que: " Dá a esta etapa a medalha de ouro ao dia mais estupido de BTT que já fez, e dá os parabéns a todos os amadores que conseguiram terminar a etapa."

A etapa conta-se de forma rápida:
10 kms iniciais muito rápidos, nós fizemos estes Kms com média de 34km/h. E depois disto começou o martírio.

Primeira subida do dia e lá voltamos ao muita pedra e a pé e isto até ao Km 20.

Depois até ao Km 77 tudo se resume a kms e kms de areia e pedra, e só depois disto é que foi possível fazer BTT.

Daqui até ao Km 125 foi um constante de subidas e descidas até ao final em Worcester.

E assim se fazia a história de 125 kms de uma mistura de BTT, praia e pedreira.

Parece curto o relato para um dia tão longo mas a verdade é que foi um dia sem nada de interessante.

Deixo no final as classificações dos Portugueses que venceram este desafio.

Aventura-Gislotica-Rocky Mountain - 75º Homens - 106º da Geral
Barcelos-Portugal - 99º Homens - 150º da Geral
MOVEFREE - 138º Homens - 225º da Geral
Mountain Bike BH - 20º Mistos - 289º da Geral
Brasil Soul - 117º Masters - 399º da Geral


E amanhã temos novo Contra Relógio. Vão ser 29 Kms com cerca de 800 mts de acumulado de subida.

E agora descanso

Um abraço e pedalem muito

Nuno Filipe Machado
Diogo Casado Vieira

TEAM MOVEFREE

segunda-feira, 28 de março de 2011

ABSA CAPE EPIC - 1ª Etapa




A 1ª Etapa do Absa Cape Epic já está concluída para as equipas portuguesas em prova


O dia de hoje era simples e tinha apenas 89 kms. Nada mau para quem ainda vai ter pela frente etapas com 120 e mais de 140 kms.

Mas o prato principal de hoje era, apenas, 2000 metros de acumulado de subida em 55 kms. Nada mau para quem já tenha subida 1.300 mts ao 34 kms.

O dia começou com as partidas com um delay de 10 minutos entre grupos, uma vez que era preciso evitar o excesso de tráfego nas zona de singletrack. Que foram muitos e bons.

O começo era plano a permitir um bom aquecimento e aos 10 kms começa a primeira subida. Ups afinal os 1.300 de acumulado foram apenas em 24 kms.

Depois seguiram-se os singletracks, técnicos, muita curva, muita pedra e foi um bom dia para colocar à prova as vantagens de ter um suspensão total e ainda por cima a Specialized Epic S-Works.

Quem também teve trabalho extra foram os travões Shimano XTR que muitas vezes foram obrigados a parar no limite o nosso andamento. E hoje consegui não cair.

Mas isto aqui é tudo tão espectacular que até apetece cair pois de certeza que as quedas serão um espectáculo também.

Mais subidas ao longo do caminho, mais descidas técnicas. E quando o termómetro marcava 37º lá estávamos nós a fazer a ultima subida do dia, o 26x36 a funcionar em pleno.

Mais um descidão técnico com muita pedra e com um penhasco do lado esquerdo, nada bom para quem cair para o lado.

Outro dos desafios foram as subidas onde toda gente teve de desmontar, mesmo impossíveis - pelo menos para mim.

O final ia ser bastante mias rápido uma vez que nos 30 kms finais só subimos 200 metros. Também já merecíamos. E lá veio o Diogo a aguentar enquanto o meu joelho esquerdo voltava a dar sinais de que algo não ficou bem resolvido na lesão do ano passado.



E agora venham as 6 etapas que ainda faltam.

CLASSIFICAÇÕES DOS PORTUGUESES
Giant-Pacto-DS - 33º Homens - 37º da Geral - Acho que o Leão já partiu o Roberto todo
Aventura-Gislotica-Rocky Mountain - 84º Homens - 128º da Geral
Barcelos-Portugal - 104º Homens - 157º da Geral
MOVEFREE - 148º Homens - 249º da Geral
Mountain Bike BH - 17º Mistos - 261º da Geral
Brasil Soul - Segue em prova embora não tenha classificação - ninguém pára o Tandem do Mário Roma e do Belli Adauto.



Amanhã vai ser mais soft - 104 kms com 2300 mts de acumulado

Um abraço e pedalem muito

Nuno Filipe Machado
Diogo Casado Vieira

TEAM MOVEFREE

domingo, 27 de março de 2011

ABSA CAPE EPIC - Prólogo

Bem cedo começou o nosso dia para um pequeno almoço às 5h30m.

O arranque do autocarro que nos ia levar até à zona de partida do prólogo arrancava às 7h30m, não sem antes termos carregado os nossos "pequenos" sacos.

O arranque do prólogo foi dado muito cedo dentro do parque de "Tokay Forest", mais uma das muitas reservas naturais da zona de Western Cape.

O prólogo, em regime de contra-relógio, ponha todas as 600 equipas a arrancar em intervalos de 30 segundos.

O arranque dado em relva no meio de um pequeno estádio tinha mais de 3.000 pessoas a assistirem, ao longo do traçado de quase 28 kms e com cerca de 700 mts de acumulado de subida.



As duplas portuguesas foram "entrando ao serviço" ao longo da manhã, pela ordem de entrada - Barcelos- Portugal; MOVEFREE; Aventura Gislotica, Giant - Pacto - DS do Luís Leão e Roberto Heras.



Todas concluíram o prólogo embora em classificações bem distintas.

Giant-Pacto-DS - 19º da geral e da categoria
Aventura Gislotica - 78º da categoria 101º da Geral
Barcelos Portugal - 97º da categoria 137º da Geral
MoveFree - 182º da Categoria 283º da Geral

O prólogo descreve-se muito facilmente em duas palavras "Muito bom".



Foram 27 kms de puro BTT - subidas duras, descidas alucinantes e rápidas e mais de 10km de singletracks com tudo, pedra; areia; raízes; drops; pontes de madeira, pedra escondida, e zonas muito técnicas a subir a descer.



Acho que em 27 kms conseguiram condensar o que se pretende do BTT e o que nos vai esperar nos próximos 7 dias.

De salientar que o calor aqui é muito e hidratar é palavra de ordem. Hoje só tivemos 33º Cº. O que não é mau para quem andou a treinar no Inverno.

O que melhor me lembro são das pedras escondidas que me conseguiram deitar ao chão duas vezes e deixaram uma grande mossa no polar - por falar nisso tenho de ir ver se é possível trocar por um que não parta.

O Diogo, com a sua paciência, lá me perguntou se eu queria ir mais devagar, ao que eu respondi que não que queria era chegar ao fim porque já estava farto de cair.

Mas é claro hoje foi só o prólogo agora falta tudo o resto e o importante é chegar ao fim.

Palavra de muita força para o nosso Português Mário Roma que está a fazer um grande desafio: o Mário que reside no Brasil e é um especialista neste tipo de provas este ano decidiu elevar a fasquia, e em vez de vir com a sua companheira de aventura - Adriana Nascimento - decidiu atacar om os trilhos do Cabo em Tandem na companhia do Belli Adauto. Andar de tandem não é fácil e mais difícil se torna quando o nosso parceiro é invisual como é o caso do Belli Adauto.

Se o Mário é louco? Isso já sabíamos! Mas o que mais impressiona é a confiança que o Belli tem no Mário. Como o próprio Belli nos disse: "Eu tenho que confiar mais nele de que a própria mulher. Porque ela vê o que ele anda fazendo"

E hoje é tudo. Amanhã com sorte conto-vos as histórias da primeira etapa que começa e termina em Saronsberg Wine Estate. Vão ser 89 kms com cerca de 2.000mts de acumulado. E os últimos 30km são planos

E este copo é por vocês.




Um abraço e pedalem muito

Nuno Filipe Machado
Diogo Casado Vieira

TEAM MOVEFREE

sábado, 26 de março de 2011

ABSA CAPE EPIC - Check In Feito


Já está! Temos dorsais!

E toda a parefernália de "material" que os participantes do ABSA CAPE EPIC devem ter consigo diariamente para que tudo corra de feição. Sobre esse material falaremos mais para a frente - se o tempo nos deixar.

O dia de hoje começou cedo com um pequeno almoço ao melhor estilo ao não faltaram uns valentes "croissants" e anchovas isotónicas.



Depois passagem pelo "Race Register" para recolher frontais, dorsais, cartões e free pass para refeições e mais uns quantos autocolantes para colocar na Specialized Epic S-Works que nos vai servir de montada durante os próximos 8 dias.




Mudança de espaço e recolha de sacos de transporte, 1 saco é tudo o que teremos acesso durante as etapas, é preciso gerir bem o que levar. Saco e mais uma quantidae de coisas que podem vir a fazer falta - tampões de ouvidos, gel de recuperação muscular, creme contra assaduras...- Acho que no meio de tanta oferta continua a faltar o Kit de pernas.




E ainda tiramos uma foto com o Kevin Vermaak. - Porque ele pediu muito!


Aproveitamos e demos uma volta na roda gigante do Water Front (tipo London Eye mas mais pequeno).




Passar no hotel apanhar as bikes e fazer o ultimo treino antes da partida de amanhã.
Fomos até Campus Bay e ainda demos uns valentes mergulhos.





De seguida almoço cheio de "hidratos muito complexos" - Eu pelo menos nunca tinha comido um bolo de chocolate tão complexo, tinha pelo menos 3 camadas de chocolates diferentes.

Volta ao Hotel Commodore e tempo para fazer o saco - tanta coisa e tanta falta de espaço - e preparar as bikes para o prólogo.

Já deu para perceber que o novo XTR funciona muito bem e a passagem de mudanças é suave e rápida. Quanto aos travões até ver nada a declarar com travagem forte e precisa.




Vejam como fica bonito o frontal montado bem perto das manetes de travão do novo XTR.

E agora tempo de voltar à azáfama de entregar a mala das bikes e a mala que não queremos ver até dia 3 de Abril.

Relembro ainda as marcas que nos ajudaram a vir até este lado mundo.

MOVEFREE - Representante da Specialized em Torres Vedras, Mafra, Dolce Vita e ...
CARBBOOM! Europe - Nutrição e Suplementação desportiva
COFIDES Equipamentos - Equipamentos Desportivos, - é o nosso grande Alfaiate
XTR - Sociedade Comercial do Vouga - O que dizer desta marca de transmissões e travões.
SNV - Componentes em CNC - material leve e que não compromete.
SPECIALIZED - as Epic S-Works são obra destes senhores.
MAIA FITNESS - Meses de treino ao ritmo que o Pedro Maia nos pediu.
BIKE MAGAZINE - O local onde vão poder ver diariamente as nossas crónicas.

Agora vamos ali dignificar estes nossos parceiros

Até já e pedalem muito

Nuno Filipe Machado
Diogo Casado Vieira

TEAM MOVEFREE

sexta-feira, 25 de março de 2011

O verdadeiro teste ao companheirismo

Não podia ser mais verdade.

Uma prova feita em duplas em que não pode existir mais de 2 minutos de diferença entre parceiros, é de facto um teste ao companheirismo.

A única forma é estarmos juntos a cada km e a partilhar as sensações do outro.

Tudo no trilho se passa a dois e só existe uma velocidade. A do mais lento.







Isto é o ABSA CAPE EPIC

Um abraço e pedalem muito

Nuno Filipe Machado
Diogo Casado Vieira

TEAM MOVEFREE

JÁ ESTAMOS EM CAPE TOWN

TEAM MOVEFREE JÁ ESTÁ EM CAPE TOWN

Estimados já estamos em Cape Town.
Hoje o dia foi longo e depois de um voo para Londres e de outro para Cape Town, tudo correu de feição e conseguimos ter a nossa bagagem toda à nossa chegada.

Deslocação rápida até ao hotel Commodore, e tempo para montar as bikes. Já estão montadas e andar na perfeição. Agora só falta montar as pernas aos atletas.

Deslocação até ao Water Front e encontro com os restantes portugueses. Nada a declarar todos impecáveis e com um espírito de quem vai vencer cada uma das aventuras destes 700 kms como se não houvesse amanhã.



Mais uma paragem desta vez no Media Center e acreditação como profissionais da imprensa. E assim estaremos durante os próximos 9 dias. Tudo para vos fazer chegar as informações de mais esta aventura.

Este ano o Cape Epic vai ter 8 dias, 707 kms e mais de 14500 mts de acumulado, e promete ser duro, mesmo muito duro. Mas vamos ver como nos saímos.



Amanhã será dia de chek-in na competição, preparar o saco e deixar tudo afinado para a primeira pedalada de Domingo. Nós arrancamos por volta das 10h36m ou seja 8h36m de
Portugal.




Amanhã este espaço vai acolher os 1200 participantes nesta prova épica.

Um abraço e pedalem muito

Nuno Filipe Machado
Diogo Casado Vieira

TEAM MOVEFREE